Conversa

Da moqueca ao hambúrguer: gastronomia veggie ganha destaque em restaurantes no RJ

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Celebrado em 1º de novembro, o Dia Mundial do Veganismo é um convite para explorar novos sabores e possibilidades na gastronomia. No Rio de Janeiro, restaurantes apostam em receitas que valorizam ingredientes vegetais, com releituras de clássicos brasileiros e alternativas para quem deseja diversificar a alimentação.

Na Urca, o Terra Brasilis, comandado pelo chef Clerton Neves, reúne opções que exploram a riqueza dos vegetais. Entre elas estão a Tábua Vegana (R$ 52), com vegetais e cogumelos na brasa acompanhados de homus de beterraba, e o Espaguete de Palmito Pupunha com Cogumelos e Azeite Trufado (R$ 59). Outro destaque é o Da Terra (R$ 80), uma moqueca de palmito pupunha e banana-da-terra, servida com arroz, farofinha de dendê e pirão vegano. O prato contém glúten.

Já na Tijuca, o Bro Art & Burguer apresenta o Romântico do Futuro (R$ 40,90), preparado com hambúrguer vegetal defumado, pão de brioche, maionese de alho, queijo derretido, barbecue artesanal e cebola crispy. A combinação é uma alternativa vegetariana.

Para a nutricionista Laíta Babio, a data também é uma oportunidade para experimentar novos alimentos e descobrir outras fontes de proteína, mesmo sem adotar uma dieta exclusivamente vegetal.

“Não é necessário se tornar vegano para descobrir os benefícios de incluir mais vegetais na alimentação. Pequenas mudanças, como variar as fontes de proteína e experimentar novos ingredientes, já podem contribuir para uma rotina mais equilibrada. Para quem decide excluir completamente os produtos de origem animal, é importante ter acompanhamento nutricional e atenção especial à vitamina B12”, orienta.

Entre a tradição da moqueca brasileira e a criatividade dos hambúrgueres vegetais, os endereços cariocas mostram que a gastronomia à base de plantas oferece um repertório de sabores que vai muito além das saladas.

Iago Cavalcanti
Quem escreve

Iago Cavalcanti

Despertei interesse pela gastronomia ainda criança. Aos 7 anos fiz brigadeiro na casa da minha avó ao achar a receita numa coleção de confeitaria que folheava escondido. Na adolescência cozinhar virou um hobby, mas criei o Conversa Gastronômica na faculdade. Sou jornalista potiguar, assessor de imprensa e comensal da boa mesa em Brasília, na capital do país.

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