O consumo de aves ganha força nas prateleiras e mesas dos brasileiros com as festas de fim de ano. A tradição das ceias natalinas e das confraternizações familiares movimentam o setor, impulsiona o comércio varejista e os produtores rurais. O período demanda também a preocupação com a origem e a qualidade dos alimentos que chegam ao consumidor, especialmente peru, chester e frango.
“A carne de ave é uma tradição na mesa do brasileiro que precisa ser consumida com segurança”, destaca Rodrigo Gaio, especialista de Produtos na área de Inspeção da Soma Solution, empresa especializada em soluções industriais, incluindo codificação, inspeção de produtos, sistemas de visão e automação.
De acordo com dados do setor, o Brasil abateu 6,46 bilhões de frangos em 2024, um aumento de 2,7% em relação a 2023. Para este ano, a produção brasileira de carne de frango deve alcançar 14,2 milhões de toneladas. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo per capita deve atingir 46,6 kg.
O momento é ideal para reforçar a importância de adquirir produtos certificados, com passagem pelos processos de inspeção sanitária, codificação e rastreabilidade. Esses procedimentos garantem segurança alimentar e transparência na cadeia produtiva do campo até o prato.
“A rastreabilidade permite identificar a origem do produto, o lote, o local de abate e até o transporte. Isso oferece confiança ao consumidor e assegura que as aves foram criadas e processadas dentro das normas de qualidade e bem-estar animal”, explica Gaio.
O avanço tecnológico na área de identificação e rastreabilidade industrial tem tornado o mercado mais seguro. Hoje, muitas empresas já utilizam códigos únicos e sistemas digitais que permitem acompanhar, em tempo real, todas as etapas da produção.
“É essencial verificar se o produto [ave] traz o selo de inspeção e informações legíveis sobre procedência e validade. Um gesto simples que garante segurança e responsabilidade no consumo”, reforça o especialista da Soma Solution.
O especialista ressalta ainda que, mais do que um diferencial competitivo, a utilização de tecnologias de inspeção e detecção de contaminantes é uma exigência legal e normativa. Normas e regulamentações, como a RDC nº 14/2014, atualizada pela RDC nº 632/2022 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), reforçam a obrigatoriedade de sistemas de controle e inspeção que assegurem a inocuidade dos alimentos.



