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Jantar no Cá-Já tem experiência intimista e romântica no Recife

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A comida do Cá-Já é uma das mais aprazíveis do Recife, tanto que já teve post aqui , mas uma coisa que a gente não pode deixar passar é como a atmosfera da casa se transforma do almoço para o jantar. Apesar da mesma identidade, há algumas mudanças no cardápio e a vibe é mais intimista, romântica… tudo isso coroada pela gastronomia do Chef Yuri Machado.

O Povo e Lula é um daqueles ceviches diferentões, com muita personalidade. A mistura dos moluscos com o leche de tigre, o feijão verde e a salsa criolla predominam no sabor, mas o jerimum e a beterraba entram para dar um contraste agridoce na preparação. Mais do que recomendado!

Outra opção para beliscar ou dividir são os bolinhos de siri com aioli de limão. Cremosidade e crocância imbatíveis. Vale pedir um drinque ou ainda o “Rua da Aurora”, um suco estilo clericot: chá verde, acerola, limão e xarope simples.

O Magret selado, com purê de jerimum. é uma opção ousada de principal. Aquele prato que você ama ou odeia. Aqui, nesse caso, com uma execução perfeita e ponto impecável. Um rôti coroa o prato trazendo untuosidade e ainda mais sabor. Recentemente houve alteração e atualmente sai com purê de banana da terra, acelga, maxixe e molho. Já quero experimentar a nova versão.

O tradicional baião de dois cedeu espaço para ser incrementado com mariscos na cozinha do chef, muito bem acompanhado de um migon selado e molho rôti. É outra pedida imprescindível no restaurante.

A Banana da Terra Split, grelhada e servida com sorvete e amendoim, é uma opção leve de sobremesa para finalizar a refeição. Sem muita firula nem surpresa. Se deseja algo mais doce, vale o Creminho de Goiaba, com sabor de infância. É uma combinação de goiabada com queijo e crumble de biscoito, semelhante à uma chessecake de copo.

 

CÁ-JÁ Restaurante

Rua Carneiro Viléla, 648. Aflitos. Recife-PE

@vempracaja

(81) 3126-0648

Iago Cavalcanti
Quem escreve

Iago Cavalcanti

Despertei interesse pela gastronomia ainda criança. Aos 7 anos fiz brigadeiro na casa da minha avó depois de achar a receita numa coleção de confeitaria que eu costumava folhear escondido. Na adolescência cozinhar virou um hobby e criei o Conversa Gastronômica ainda na faculdade. Sou jornalista formado pela Universidade Potiguar e levo a vida de “gastrônomo” blogueiro como profissão.

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